Entrevista com o presidente da Meios

Como as Ciências Sociais e as Empresas Juniores se dialogam?

Há algumas semanas atrás, entrevistei o nosso presidente, Marcos Palmeira, e o questionei algumas perguntas básicas sobre as Ciências Sociais e sua relação com empresas juniores! Sabemos que há diversos conflitos entre ambos, mas Marcos nos aponta as semelhanças e os benefícios que a atuação em uma EJ de Ciências Sociais pode trazer para a nossa formação profissional! 

 

Entrevistadora: Para você, o que é ser cientista social e membro de uma empresa júnior? 

Marcos: É engraçado porque, essas duas coisas, cientista social e membro de empresa júnior o que se tem na cabeça, geralmente, é que essas coisas não dialogam muito, não conversam muito. Então, por muito tempo a empresa júnior foi algo completamente deslocado do curso de ciências sociais. Mas, ao entrar na Meios, ao fazer parte dos projetos e do trabalho que a gente vem realizando, a gente percebe como essas coisas estão muito ligadas. Então, ser um empresário júnior de Ciências Sociais é ser capaz de realizar diversos tipos de projetos através de diversos tipos de metodologia e entrar em contato com uma realidade diferente da proposta no curso, que é a realidade de mercado, e também atuar de fato enquanto futuro cientista social, cientista social em formação no mercado de trabalho. Sempre com responsabilidade social, tentando alterar tudo aquilo que for possível. Então, pelos projetos que a gente faz, pelos contatos que a gente tem, pelos clientes que a gente dialoga, por tudo que nós fazemos na Meios. Ser um cientista social na empresa júnior é então atuar como cientista social no mercado de trabalho, que é uma coisa renegada dentro do curso de Ciências Sociais. Então é muito importante por conta disso tudo. 

 

Entrevistadora: Como você vê a importância da existência de empresas juniores de ciências sociais? 

Marcos: A existência de empresas juniores para as Ciências Sociais é fundamental para que o nosso curso, a nossa área de atuação possa se manter tão expansiva e aberta, o quanto é. Então, as empresas juniores elas vem com esse propósito de iniciar a vivência empresarial do cientista social através da empresa júnior. Então, é fundamental essa participação e a existência dessas empresas juniores para que a gente consiga abarcar diferentes realidades de atuação do cientista social. Além disso, o cientista social atuando enquanto empresário júnior ele é capaz de alterar diversas realidades, tanto a realidade dos projetos que nós realizamos quanto a realidade do movimento empresa júnior, que é uma questão muito discutida dentro das Ciências Sociais e dentro das empresas juniores de Ciências Sociais. Então ter essa postura crítica em relação ao movimento empresa júnior é agregar no que for possível, absorver no que for possível, discordar do que é que seja para ser discordado. Mas mesmo assim, a existência dessas empresas juniores são fundamentais, tanto para o movimento empresa júnior quanto para os alunos de Ciências Sociais. Então eu vejo como uma via de mão dupla. 

 

Entrevistadora: Como você acha que o cientista social pode contribuir para o movimento de empresas juniores (MEJ)?

Marcos: Como eu disse um pouco anteriormente, pelo papel crítico que o cientista social tem, em nossa formação, em nossas leituras e vivências, ter esse olhar um pouco mais rigoroso, para alguns processos, para algumas situações que ocorrem é fundamental dentro do MEJ.O MEJ abarca muito conhecimento, vivência empresarial, enfim, diversas oportunidades que acontecem na sua vida, que não aconteceriam se não fosse o movimento de empresa júnior. Ao mesmo tempo que o cientista social tem que vivenciar isso, porque é uma coisa que poucos cientistas sociais fazem, é um privilégio estar em uma empresa júnior, nós enquanto cientista sociais, não somente no MEJ, mas em toda instância das nossas vidas temos que buscar melhoras, responsabilidade social e um olhar crítico para as situações. Em muitos momentos, o MEJ abarca esse olhar crítico, ele abarca essa visão transformadora das coisas. Só que em alguns momentos, nós temos que entrar, e eu vejo isso muito em minha atuação como conselheiro multiplicador, e levar essas indagações e indignações da Meios para o MEJ. Eu já vi trazer muito resultado. Então, resumindo, o papel do cientista social no MEJ é esse, ser esse ponto de diálogo, esse ponto de crítica e esse ponto de mudança que é fundamental em qualquer instituição empresarial que exista.

Texto escrito por Fernanda Pereira

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